Princípios éticos

Princípios éticos que norteiam a realização dos atendimentos terapêuticos:

 

DEFINIÇÕES

1. O terapeuta procede a escuta e compreensão da pessoa atendida, levando em consideração os aspectos subjetivos e culturais. Cada pessoa atendida é considerada única, com seus modos de ser e de se fazer no mundo. O terapeuta utiliza seus conhecimentos e experiências de modo a se dispor de maneira mais adequada segundo as necessidades existenciais de cada pessoa atendida.

2. A pessoa atendida é o usuário dos serviços terapêuticos, que tem acesso a proposta de trabalho teórico, bem como a orientação teórica apresentado pelo profissional.

 

TERAPEUTA

1. Trabalha para a promoção do bem estar e da otimização da qualidade de vida da pessoa atendida, estabelecendo um processo interativo com seu cliente, com intuito de promover seu autoconhecimento e a resolução de dificuldades internas.

2. Realiza seu trabalho com respeito a liberdade, a dignidade e a integridade de cada pessoa, apoiado nos valores que embasam a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

3. Se mantém em constante desenvolvimento pessoal, teórico, prático e ético, por meio do estudo, frequentando terapia, fazendo cursos e atividades similares.

4. Utiliza em seus trabalhos, métodos os mais brandos e naturais possíveis, buscando desenvolver o equilíbrio da pessoa atendida, despertando-lhe os seus próprios recursos e estimulando sua autonomia.

 

SIGILO PROFISSIONAL

1. O sigilo protegerá a pessoa atendida em tudo aquilo que o terapeuta venha a tomar conhecimento como decorrência do exercício de sua atividade profissional.

2. O menor de idade estará igualmente protegido, devendo ser comunicado aos responsáveis apenas o estritamente necessário para promover medidas em seu benefício.

3. O terapeuta não poderá enviar a outro profissional quaisquer informações referentes ao seu cliente, sem que haja uma autorização por escrito do mesmo, desde que o recebedor esteja igualmente obrigado a preservar o sigilo e que, sob nenhuma forma, permita a outras pessoas o acesso às informações.

 

VALOR DOS SERVIÇOS

1. O preço dos serviços de cada terapeuta é uma escolha de livre arbítrio de cada profissional.

2. Os valores são estabelecidos com dignidade e com o devido cuidado, para que correspondam a uma justa retribuição aos serviços prestados, lembrando que para manter a qualidade de seu trabalho, o terapeuta precisa de recursos financeiros para investir em supervisão, cursos, estudos, terapia, o que, indiretamente, implica em benefício da pessoa atendida.

3. Os valores poderão ser ajustados às condições financeiras da pessoa atendida atendido, tomando este como exceção, não se caracterizando como concorrência desleal.

 

DIREITOS DO TERAPEUTA

1. Exercer a profissão de Terapeuta sem ser discriminado por questões de religião, raça, sexo, nacionalidade, cor, opção sexual, idade, condição social, opinião política ou situações afins.

2. Assumir apenas trabalhos para os quais esteja apto pessoal, técnico e legalmente, dentro dos limites das atividades que lhe são permitidas, utilizando-se de técnicas que não lhe sejam proibidas por lei federal.

3. Em casos que necessitam de acompanhamento de profissionais de outras especialidades, a pessoa atendida será encaminhada às pessoas habilitadas para o tratamento necessário.

4. Cobrar e receber remuneração justa aos seus trabalhos e/ou serviços prestados.

5. Recusar-se a realização de trabalhos terapêuticos que, embora sejam permitidos por lei, estejam contrários aos seus valores pessoais e éticos.

6. Suspender e/ou recusar atendimentos se o local não oferecer condições adequadas, ou se ocorrerem fatos que, a seu critério, prejudiquem o bom relacionamento com a pessoa a ser atendida, impedindo o pleno exercício profissional.

 

AO TERAPEUTA É PROIBIDO

1. Usar títulos e especialidades profissionais que não possua;

2. Efetuar procedimentos terapêuticos sem o esclarecimento e conhecimento prévio da pessoa atendida ou de seu responsável legal;

3. Desrespeitar as pessoas sob seus cuidados profissionais;

4. Aproveitar-se de situações decorrentes do atendimento terapêutico para obter vantagens físicas, emocionais, financeiras ou religiosas;

5. Quebrar o sigilo de seu paciente sob qualquer circunstância;

6. Interferir na vida de seu cliente sem o consentimento do mesmo;

7. Atendimento de clientes menores de 18 anos sem a autorização escrita dos pais ou responsáveis.

8. Intervir em qualquer tratamento de saúde com outros profissionais. Caso a pessoa atendida esteja tomando algum medicamento, a decisão de suspender ou continuar a usá-lo compete exclusivamente ao próprio médico que o receitou e não ao terapeuta.

 

QUESTÕES LEGAIS

1. Apesar de ser formado em psicologia, o terapeuta não atua como psicólogo. Escolheu atuar como terapeuta, pois acredita ser mais amplo seu campo de atuação.

2. O uso do termo “psicoterapeuta” não é exclusivo de psicólogos, qualquer profissional terapeuta pode livremente fazer uso da expressão “psicoterapia”, pois não é limitada ou exclusiva para uma só profissão por Lei Federal, podendo ser praticada por outros profissionais.

 

MAIS INFORMAÇÕES

1. A qualidade do serviço de terapia pode ser avaliada pela maneira de atuar de cada profissional, é importante que a pessoa a ser atendida escolha consciente o profissional e sua maneira de trabalho, indo de encontro com suas necessidades.

2. Cada terapeuta atua com uma abordagem teórica que orienta sua prática, é direito da pessoa a ser atendida conhecer os métodos que serão utilizados, de modo que a pessoa é livre para buscar os serviços.

3. Fazer terapia é um momento importante de mudança e autoconhecimento na vida de uma pessoa, muitas vezes procuramos terapia quando estamos atravessando um momento delicado e difícil. Existem diversos profissionais e abordagens em psicoterapia, cada um com um tipo de formação e orientação, é importante escolher um que se sinta bem com sua proposta teórica, seus valores éticos e seus procedimentos práticos.

 

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